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1 de outubro de 2011

O Banho do Vinte Nove 2011

Banho do Vinte Nove - 2011
Chigaram lá umas moças todas trajadas e com o farnel bem arrenjado...


Em dia de S. M'guel, vai-se ô Algarve e molha-se os caguêtes. P'r menes, era assim qu' os nossos avozes usavam a fazer. Já tinham o almêxar de milho na êra a secar, as alcagoitas pinduradas no sobrado p'a nã abolecerem, fruta, pôca p'r panhar a nã ser alguns margotons mái sarôidos ó peros que venham no tarde... Toca a ir p'ô coçáiro...

Foi o que se deu ontordia, melhor d'zendo, já esta semana. P'a todos os que se oposeram a dar o nome, a Junta arrenjô via - as caminetas da Cambra, 'tá bom de ver - e lá abalô tudo caminho da Praia do Vau. Isto im béspra do S. M'guel à nôte, qu' a gente faz a função à hora da cêa e amargulhamos no mar logo à mêa-nôte.

E isto premode quem? Premode os algarvios, nôtres tempes, terem a mania de fazer cachamorra da famila cá de cima. Chemavam serrenhos à gente, parentes e ôtras coisas inda mái ruins e riam-se duma pessoa ir lá, nã ter rôpa c'mo eles tinham p'a antrar na água e tomar banho im ciroilas, os homens, e as m'lheres im combinação. Nã bastando isso, era-se munto brancáizos e, a maior parte, ficava-se todos insiados tã penas vinha uma onda e molhava os dedos dos pés à gente.

 Banho do Vinte Nove - 2011
Estes dôs tamém qu'seram f'car no retrato...


Este ano, pertí com a minha Maria p'a se ir trajados à moda dos nossos avozes, mái nã dí fêto nada dela qu' a marafada, nem p'r um raça, quis tal coisa e, atão, foi a minha c'mad' C'stóida que se descoseu a vestir a farpela dela. Qu' o mê compad' Jôquim do Barranco, esse, tamém ninguém o fez infarpelar-se com os trajes do antigamente. Quái à hora da abalada, inda me virí p' à minha Maria:

- Ó m'lher, atã que jêto nã te trajares? A c'mad' C'stóida vai...

- Olha, nã m' atentes mái com isso!... Já disse que não, é que não!... Munta sorte já tu t'veste d' ê cá t' arrenjar ali o farnel que me dé um encómado que só visto. F'lhozes de milho, pexinhos da horta, piques de fresneco e aquele grandessíssem'ô tacho de papas qu' inda ali tenho ô fogo a ver se cria umas belas arraspas, qu' é c'm' ê gosto delas... Inda achas pôco?!...

- 'Tá bem m'lher. Nã te marafes qu' isto é só uma conversa...

Acudi ê cá logo, todo munto brandinho, entes qu' ela se danasse e a coisa corresse p'a donde nã me dava jêto a mim... E passí-l'e, logo, a mão p'lo pelo:

- Tens toda a r'zão, Maria. E tenho a firme certeza que nã parêce lá material c'mo este!... F'lhozes de milho c'm' tu fazes, nã há ôtra. Atã e papas com t'mates?... Já me 'tô lembendo e inda nã nas proví...

 Banho do Vinte Nove - 2011
Nã há nada c'm' um tocador de fole p'a ad'vertir a famila...


De manêras que, lá a amansí e ela enregô caminho do quarto da cama, pro jêto, p'a s' ir vestir. E f'quí ê cá mexendo as papas com o colhêrão nã fossem elas ficar com as arraspas quem-madas. Más inda me vêo à idéa mái umas coisinhas que nã podiam faltar lá:

- Maria! Nã ôves?...

- Nhôra? Nã vês qu' ê 'tô-me vestindo, nã oiço bem o qu' é que tu 'tás p' aí a ramocar?!...

- Ó m'lher, era só p'a te prècurar se já puseste uma garrafinha de madronho na cesta p' à gente bober lá uns calcesinhos dela e dar tamém ôs amigos?...

- Lá isso é que tu nunca dêxas passar... Cudado aí com as papas!... 'Tás a mexê-las? Se terem munto fogo, tira-l'e uns tiçanitos p'ra fora, nã vã elas se quem-mar...

- Fogo de más?!... Isto só 'tá aqui quái é cinza debaxo do tacho... Calhando, inda tenho é de l'e pôr mái uma lenhita p' ô fogo nã se apagar...

- Só se coisa munto pôca... Já l'e pus o tempero há um belo pôco, calhando, é caso é p' às tirar do fogo e gôrdar nessa alcôfa que 'tá ai na pelhêra da casa de fora.

- O pior é qu' isto inda é um coisinho cedo - sã o quem, sã pôco mái de sete horas - e elas vã arrefecer e ficam logo im posta, já sabes...

- Arrefecerem, que jêto?!... Atã, nã s' inrola o tacho aí nuns papelons?!... Aguentam quentinhas três ó quatro horas, se fôr preciso... E, más a más, qu' a gente nã se pode descudar com as horas. Bem sabes qu' a camineta abala às oito...

- Pode ser daqueles ali do retraço dos pintos?...

- Pode, sim. Sacode-os bem qu' ê cá já os inrolo.

 Banho do Vinte Nove - 2011
À mêa-nôte, foi quái tudo molhar os artelhos...


E assim se fez. A minha Maria afêçoô p' ali tudo munto bem aconchegadinho e desalvoramos caminho da paraja da camineta qu' era além naquela coisa adonde apoisa o helicóptero. Logo a seguir ôs bombêros, mecêas sabem.

E daí, foi só andar de cu tremido até à Praia do Vau. Más ê cá, leví um raminho de hortelão, drento da alsebêra da camisa, p'a ir chêrando p'r o caminho. E isto premode quem... Premode uma pessoa ir fazer a viaja sem nada no bucho. Nã é que nã prose, mái, de barriga vazia, um f'lano, calhando, pode-se dar o caso de l'e vir umas gasturas e chigar ô fim da viaja um coisinho atarantado.

Olhem... e serviu. D' ora im q'onto, chêrava naquilo, até desintupia as ventas... Foi um descanso. E a minha Maria fazia o memo...

De modes que, ajuntamos-se com aquela famila toda que lá ia, tudo munto ad'vertido, e chigamos im bem à Praia do Vau. Aí, foi só cada qual ajuntar-se com os sês amigos mái chigados, masturar os farneles e rapimpar-se com o que mái gostasse.

A mim o que me dé cobiça foi as belas tachadas de papas que p'r lá havia. Tirando as da minha Maria, nã sê qual delas melhor 'tava. Umas era com t'mates, ôtras com torresmos, soltêras, com brabrigons, com côve, ê sê cá com o que más...

 Banho do Vinte Nove - 2011
Ele inda hôve quem se molhasse por intêro...


Atão e as garrafinhas de madronho que p'r lá andavam?... Cada qual s' apresentava com a sua e todos d'ziam qu' era da boa. Haveram de criar um concurso p'ra ver se eram todas boas ó se algumas nã eram assim tã chigado ô que é bom, c'm' os donos afiançavam. A minha sê qu' é da melhor, méme o ti 'Verruma' 'tando sempre a pôr petafes:

- Tó diebe, tens pr' aqui uma prequêra d' aguardente qu' isto quái que nã se dá bobido!... - D'zia ele, a antrar com-migo.

- Diga lá, ti Zé... Nã gosta desta especialidade? Atã, nã beba... Dêxe lá que, no sê tempo, havera de fazer melhor...

- Pôs fazia!... Tinha alguma comparação com isto?!... Inda tinhas que narcer ôtra vez, Refóias, p'a fazeres aguardente c'm' ê cá fazia...

- 'Teja p' aí calado, ti Zé... Mecêa, às vezes, tamém fazia com cada bodega... Uma vez, até a caldêra dêxô imborrachar. Já nã s' alembra? Até ê cá tinha ido, nesse dia, lá à sua adega com o mê compad' Jôquim do Barranco, levamos umas chôriças p'a assar na forneca, fazemos uma tiborna com o panito quente qu' a prima Larinda tinha cozido nessa tardinha e inda t'vemos que l'e 'tar a ajudar a limpar aquela trugia toda...

- Nã m' alembra nada disso... Vê lá s' isso nã se deu mái foi contigo, na tua adega lá da Refóias...

- Ó mê belo amigo, nã se ponha com coisas que cá o Refóias nunca dêxô imborrachar uma caldêra... E já fiz muntos centos de estilaçons...

C'm' é qu' o ti Zé Caçapo s' havera d' alembrar, nã l'e convinha... E, malino c'mo ele é, arrenja semp'e jêto é de desfazer nos ôtros...

Bom, mái dêxemos lá isso.

 Banho do Vinte Nove - 2011
D' ora im q'onto, vinha uma onda que andava tudo de zambareta...


O qu' ê l'es posso d'zer é que, comendo, brincando e mangando, o tempo passô-se que nem um foguete e, im menes de nada, chigô-se à mêa-nôte.

- Vá ti Zé, venha dái, vamos ô banho!... Descalço já 'tá, agora só falta pôr-se im ciroilas... Ele, frio nã faz nenhum. Isto quái que imita o verão...

- 'Tás parvo, Refóias?!... Vai tu, se quereres... Ê cá nã me meto nisso!...

-Atã, tem medo de s' afogar? Nã tenha medo que 'tã ali dôs môces que salvam qualquer um em sendo preciso...

- Vai-te...

- E mecêa, c'madre C´stóida, tamém nã vem? Venham daí, punhana!... Maria!... Compad' Jôquim!... Mái atão vancêas sã c'm' os gatos, têm medo da água?...

Ô certo, ô certo, é que só ê cá é que molhí os calcanhares. Sim, que, com água dos artelhos pra cimba, nã me afiturí. Qu' ê sê nadar pôco melhor que nem um prego e o mar 'tava um coisinho alterado. Cá p' ô mê gosto, 'tá bom de ver... Mái, méme assim, f'quí todo pingando até às v'rilhas, qu' a água assubiu-me pr'as ciroilas acima e ele inda hôve tamém p'a lá um ingraçadinho que dé um margulho méme ali ô pé de mim só p'a me salpicar todo.

E pronto. Acabô-se o Vinte Nove deste ano.

Querendem ver mái retratos, acalquem na Galeria do Banho do Vinte Nove de 2011. Ó, atão, tamém podem ver no Picasa.

Passem todos munto bem e até qu' a gente se veja.

7 de outubro de 2010

O Banho do Vinte Nove 2010

Banho do Vinte Nove - 2010
No Banho do Vinte Nove, pr'mêro, rapimpamos-se com o decomerzinho qu' a gente leva...

Este ano ninguém teve desculpa p'a nã ir ô Banho do Vinte Nove. Carruaja havia com fartura qu' a Junta e a Cam'bra trataram disso c'm' fazeram ôs ôtros anos. O tempo 'tava do melhor, amoroso qu' até dava gosto, que nem uma arajazinha se sintia. E, méme que muntos digam qu' isto 'tá mau, qu' a coisa 'tá ruim, eles inda vão p' aí pagando as reformazinhas à famila... Que jêto a gente nã s' ir ad'vertir?!...

Foi o qu' ê cá fiz más a minha Maria e uns tantos amigos. E nã dí o tempo p'r mal impregue. Nem ê cá, nem eles. Eles, digo ê cá, que a maior parte era elas. E elas, c'm' mecêas sabem muntíssemo de bem, quái sempre, inda são mái danadas p'à galhofa do qu' ôs homens. E p' ôs que nã querem crer, olhem bem p'ôs retratos qu' ê cá tirí e p' ôs filmes qu' a minha mánica tamém fez que logo vêem s' a r'zão 'tá do mê lado ó se nã 'tá.

D'zer a verdade, já ia p'a uns dôs anos qu' ê cá nã punha lá os pés. Nã que nã gostasse d' ir sempre, mái atão as coisas nem sempre calham a nosso favor... Olhem, o ano passado, nã sê se fui ê cá se foi a minha Maria - ó saria-se os dôs... - 'tava-se com uma catarrêra que nem pensar em sair do monte. De manêras que f'camos p'r 'qui. E há dôs anos, se nã 'tô atribuído, o tempo béque-me 'tava chuvoso que nã deu p'a se fazer nada de jêto.

Banho do Vinte Nove - 2010
... muntas das vezes, méme p' à famila da alta, até umas papas mirôilas dã jêto. E sâ gostosas, nã cudem...

Más olhem, desta vez, as coisas correram-me tã bem que nem tampôco tive precisão da via da Câm'bra. Nas béspras, ó p'a melhor d'zer, quái uma semana entes, tive logo aqui a oferta dum amigo que me levava a mim e á minha Maria e mái os mês compadres. Foi o parente Cosme da Quinta.

'Tá bem qu' a via dele - uma camineta de caxa aberta e já um coisinho usada, ora usada, 'tá quái fêta num caneco - nã é lá grande coisa p'a um serviço destes, mái c'm' àquilo era p'a s' ir de nôte, tapados com o encerado qu' ele tem lá, e a Guarda, a essas horas, calhando, eram capazes de 'tar a comer qualquer coisinha e nã andarem aí na estrada a charingar um e ôtro, pegamos na gente e foi-se todos. E inda mái uma pagela deles...

Iam tantos c'm' dez amalhòfados debaxo desse tal encerado. Tirando o chòfer, o compad'e Jôquim do Barranco e a c'mad'e C'stóida, qu' esses, foram na cabine más a minha Maria. Era ê cá, o Adelino da Desmoitada, um gozão do pior, o Arraúl Vàlise, o ti Luís Agúida que tem um mata-velhos mái nã anda de nôte que tem medo, o Martinho do Almarjão, alomeado p'r 'Pata-Rasa', o Tóino Luzicuco, semp'e de cigarro na boca, o parente Zé Caçapo, 'Verruma' l'e chamam, semp'e a sovinar, e fico-me p'r 'qui qu' os ôtros iam todos acuados ô canto do taipal e já nem m' alembra bem quem eles era...

Banho do Vinte Nove - 2010
... bebe-se-l'e, tamém, um calcesinho dela. Da boa, 'tá bom de ver...

Nôtres tempos, nã era nada disto. O mái que se podia arrenjar era um carro de besta com uns sês ó sete lugares, nã contando com o carrêro. Quem nã t'vesse carro de besta ó d'nhêro p' ô alugar, qu' era o que se dava com quái todos, ia a pé ó, calhando a terem um burro na arramada, amontavam-se nele, à vez, e passadas umas quatro ó cinco horas, chigavam o sê destino deles, na Praia do Vau.

Mái nã cudem, lá por isso, a galhofa nã f'cava nada atrás do qu' a famila faz hoje em dia... Mái p'ra más do que p'ra menes. Nã vêem, é qu' ir désna de Monchique - levem bem repáiro que d'zer Monchique é o mémo que falar na Serra toda. É o concelho duma ponta à ôtra. - até à Praia do Vau de carro de besta ó a pé inda levava umas belas horas e a famila tinha qu' ir logo adiantando algum serviço.

De manêras que, ia-se andando e c'mendo. Uns p'xinhos da horta, uns coisinhos de chôriça, uma f'lhòzinha, umas coisinhas assim... E p'a impurrar isso p'as goélas abaxo e nã imbassar, o qu' é qu' uma pessoa podia fazer?... 'Tá claro, bebia-l'e uns porrêtes... Ora aquilo dava cá uma influêinça!... Nem o caminho custava a andar...

Banho do Vinte Nove 2010
... charola-se e balha-se um belo pôcachinho p'a desmoer a pelharcada...

Esta conversa fez-me vir à idéa o que se deu desta vez. O Tóino Luzicuco, semp'e com a mania do tabaco, que nã pode passar, 'tava-se a gente todos munto bem sa senhora boa vida amalhòfados debaxo do incerado, puxa da sua onça 'Àguia' dele e do sê livro de papel béque-me da méma marca, tira uma mortalha, despeja-l'e um coisinho de tabaco p'a drento e vá d' inrolar. Pensí cá pra mim:

- Nã me digam qu'este saganheta vai-se pôr a fumar aqui mémo num sito destes...

Inrolô, inrolô... passô-l'e cuspinho com a língua na ponta da mortalha, deslizô-l'e o dedo duma ponta à ôtra p' àquilo colar, deu umas batidinhas com a ponta do cigarro na unha do dedo grande - há quem l'e chame o mata-piolhos... - e pôse-o na boca. Pensí:

- Ehq, aquilo, calhando, é só p'a ele matar o viço e nã no acende, se nã a gente cuda de morrer aqui com falta d' ar e desata tudo a tossir.

Qual o quem?!... Tã penas olho ôtra vez p'ra ele, já o marafado tinha tirado uma caxa de forfes da alsebêra e toca de tirar um forfe p' ô acender. Às escuras, o Tóino nã fechô bem a caxa. Ora, nesse mê tempo, o parente Cosme teve que fazer uma travaja a fundo - só mái tarde é que sube que se l' atravessô um bicho na frente da camineta. O Tóino inda riscô o forfe, sa senhora, e acendeu-o, mái atão, com o balanço, os ôtros des'parceram todos da caxa... Desata tudo numa risada:

Banho do Vinte Nove 2010
... e só despôs é que s' afituramos a ir p'a drento d' água...

- Ai Tóino que lá se foram as tuas acendalhas todas!... E, calhando, o cigarrinho tamém...

- Nã queria mái nada!... O cigarrinho 'tá aqui na boca e este forfe inda 'tá a arder. Dêxa-me lá acender o cigarro entes qu' ele s' apague...

- Olha lá nã sabes que nã é atorizado fumar im sitos fechados?!... Nã vês qu' isto aqui é c'm' se fosse lá na venda do Alferce... Eles lá dêxam-te fumar?...

- Nã vejo aqui nenhum papel na parede a d'zer o contráiro. De manêras que nã seponha com coisas. Más a más qu' o sito é bem arejado...

E pôs-se a ver se dava panhado os forfes que tinham caído. Mái atão, com o vento que antrava p'a drento do encerado com o andar da camineta, adonde é qu' eles já 'tavam... Nem um...

- Bem fêta, qu' é p' à ôtra vez respêtares. E, agora, era bem fêto qu' o vento tamém te levasse o cigarro da boca.

E dí uma piscadela d' olho ô ti Zé Caçapo. Ele, p'r alguma r'zão l'e chamam o 'Verruma', intendeu logo, vai assim p' trás do Tóino Luzicuco, c'm' quem nã quer a coisa, dá-l'e um toque de lado com uma mão, ele volta a cara, ô méme tempo, dá-l'e ôtro toque no cigarro com a ôtra mão, lá vai ele p'ros ares...

Otra risada im forte... Más aí, o Tóino f'cô um coisinho sintido e desatô a d'zer alarvidades. Se nã é o ti Zé Caçapo ser um homem duma certa idade, nã sê nã sê... Inda vi jêtos do Tóino se jogar a ele. Mái a coisa lá atamancô e, dali a um nadinha, 'tava-se a chigar à Praia do Vau.

 Banho do Vinte Nove - 2010
... ô fim, volta-se p'ra casa, todos sastefêtos, com a trugia toda às costas...

Do que se passô lá méme na arêa da praia já mecêas hã-de saber. Foi tudo munto ad'vertido, a famila incheu tudo o bandulho até mái não, de coisas p'a bober só f'cô lá a água do mar. Quái todos balharam, cantaram e uns tantos que t'veram mái foiteza sempre se jogaram à água p'a se lavajarem e p' à SIC filmar.

Só o que l'es sê d'zer é que inda pus os caguetes tamém drento d' água e, d'zer a verdade, nã na achí munto fria, mái c'm' à minha Maria se tinha desquecido da toalha im casa e as cirôilas qu' ê cá levava eram novas nã me dava jêto molhá-las logo, só cheguí com a água p'ros artelhos. Mái hôve menino que antrô lá p'a drento e quái que já nem queria sair. Ôtros, atão, ensiavam-se qu' ê bem nos ôvia. E, no mêo daquilo tudo, inda béque-me hôve lá um que vinha a arrabolar inrolado numa onda...

Querendem ver videos e retratos do que se passô lá, acalquem aqui na Galeria de Vídeos do Parente da Refóias, na Galeria do Banho do Vinte Nove, e na Galeria do Picasa.

Os videos tamém 'tão logo aí prebaxinho. É só acalcar im cimba deles.

Dés l'e dê saúde.